Impacto do Covid-19 nos valores residuais avaliado pelo Eurotax - TD Crédito

Abril 29, 2020

O Eurotax, entidade do Autovista Group está a analisar o impacto previsto nos valores residuais para o mercado automóvel em Portugal e na Europa, em face do panorama de exceção vivido atualmente.

Este estudo e as suas previsões estão em permanente atualização, dependendo das medidas tomadas pelo Estado, pela evolução da crise pandémica e uma noção mais assertiva da dimensão da crise económica e das medidas adicionais necessárias que vierem a ser implementadas para a enfrentar.

Sobre a situação portuguesa, o relatório compara a quase total inatividade do mercado nacional desde a entrada em vigor do estado de emergência – baseado nos números do mercado referentes ao mês de março (-57.4% LP e -51.2% VCL) e as vendas conhecidas de abril (-88.2% LP e -73.9% VCL) – com o que acontece com o mercado de Veículos Usados que, refere o documento, “apresenta um comportamento idêntico e apenas se encontra disponível online, sendo que com muito fraca atividade”.

“Tomando como referencia o mês de fevereiro, o índice de preços de mercado de usados na Internet tem vindo a baixar, principalmente desde a segunda quinzena de março até aos dias de hoje”.

De acordo com este gráfico elaborado pelo Eurotax para carros com diferentes idades, verifica-se uma tendência negativa do preço, tendência essa que, refere o relatório, “deverá marcar o mercado para as próximas semanas”.

Porém, como se verifica no gráfico que se segue e que observa o comportamento de preço referente a seis mercados europeus, Portugal é aquele em que se verifica menor degradação de preço.

Cenários possíveis e matriz de risco

“Num mundo que muda a cada hora, também enfrentamos o desafio de produzir estudos e previsões de mercado que permitam continuar a oferecer aos nossos clientes a melhor estimativa possível, que os ajude nas suas decisões de negócios. Estimativas baseadas em dados sólidos e valores concretos de mercado”, refere o relatório.

Em face disso, traça diferentes cenários baseados nos riscos associados a cinco parâmetros que considera poderem influenciar a tendência e evolução dos valores residuais:

  • Tempo previsto até à propagação da infeção ser contida;
  • Perspetivas económicas para 2020, 2021 e 2022;
  • Do lado da oferta, os problemas previstos na rede de fornecedores na produção de veículos novos;
  • Do lado da procura, o desenvolvimento do consumo privado nos próximos anos;
  • Avaliação da eficácia das medidas de política fiscal e monetária.

Inicialmente, os países da Europa Ocidental pensaram que qualquer desaceleração económica poderia ser recuperada rapidamente. No entanto, essa opinião foi mudando substancialmente nas ultimas semanas e, por isso, atribuímos maior probabilidade a um cenário de risco baixo-moderado, com a possibilidade de uma recuperação rápida ‘moderadamente’. Esse cenário em que acreditamos – e esperamos – será o mais provável com os dados que possuímos atualmente. Essa suposição pressupõe uma queda acentuada da economia ao longo do segundo trimestre, um período de recessão significativa, e posterior recuperação para o último trimestre. Assim, estimamos que exista potencial de valorização capaz de compensar as perdas acumuladas durante o segundo e o terceiro trimestres”, perspetiva o relatório do Autovista Group.

Porém, o estudo não deixa de alertar para o grau de imprevisibilidade quanto à tendência no mercado de veículos usados.

“Durante a crise financeira entre 2008 e 2013, assistimos a quedas acentuadas dos valores residuais, que foram substancialmente superiores aos cenários agora apresentados. Na época, a queda média de valores foi na ordem dos 14%. Atualmente, estamos ainda muito distantes desses valores”.

No entanto, este impacto negativo do Covid-19 no mercado de usados (equacionado para o período abril de 2020 e dezembro de 2020, 2021 e 2022) está dependente dos efeitos de uma série de novos fatores, diferentes dos vividos em 2008, que podem vir a influenciar de forma positiva a recuperação dos mercados:

  • A antecipação de medidas politicas e económicas muito fortes, por parte dos vários governos da zona do euro, procurando contrariar o colapso da economia;
  • O atual choque económico não está associado à falta de oportunidades de financiamento e, após o pico da crise, deveremos assistir a uma procura elevada por parte do consumidor privado, que maioritariamente considerará esta situação como temporário

Fonte: Fleet Magazine

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